Durante quatro dias, Enaldo André Zambon gravou o seu vídeo “Minha Arte é Vida após a Morte”, para a terceira edição do Revelando os Brasis.
O documentário narra a história de Pedro Giubbini, marceneiro e artesão de Venda Nova do Imigrante, onde desenvolve sua arte transformando restos de madeira e raízes em verdadeiras obras-primas. Em suas mãos, um toco de madeira feio e sujo passa a viver novamente na forma de um pássaro, de uma flor ou o que mais sua mente imaginar ao olhar para a madeira morta. “O processo criativo dele é muito interessante”, disse Enaldo, “ele olha para o tronco ou para a raiz e imagina com o que aquilo se parece”. Daí é só tirar os excessos em seu atelier.
E é assim desde que começou o seu trabalho em um distante dia chuvoso, quando sem nada para fazer pegou um pedaço de madeira, perto do fogão a lenha de sua casa, e começou a esculpir. No vídeo, Enaldo reproduz este momento com o auxílio de uma enorme mangueira e uma bomba da fazenda que serve como locação. “Jogamos a água que vinha do córrego em cima da casa enquanto encenávamos, foi muito legal, mas não conseguiríamos fazer nada disso sem ajuda. Como a da Prefeitura e da Secretaria de Cultura que ajudaram no transporte das equipes entre as locações, e da família de Pedro (Giubbini), a esposa Rita Giubbini e as filhas Joziane e Eliane Giubbini, com a sua contribuição nos depoimentos”.
Pedro não faz apenas arte pela arte, é extremamente preocupado com a natureza e com o meio ambiente, e, através de suas peças, tenta mostrar a importância da preservação. “Fazer esculturas é uma forma de chamar a atenção das pessoas para a natureza”, diz, sem pensar em qualquer forma de lucro, tanto que não vende nenhuma delas, todas vão para o seu mini-museu, onde há um acervo de mais de duzentas peças. O que ele faz é tentar mostrar para as pessoas em suas palestras nas escolas, nas visitas aos fazendeiros e em todas suas conversas que é possível reaproveitar aquilo que o homem destrói e que é possível ter convivência harmoniosa com o meio ambiente.
Foto: Arquivo Revelando os Brasis
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Minha Arte é Vida após a Morte
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Minha Arte é Vida após a Morte
Paixão e Alegria

A Paixão de Cristo ganhou toques de humor no vídeo de ficção “Paixão e Alegria”, de Adner de Almeida Sena, de Coimbra (MG). A história se passa no final da década de 1930, quando havia na cidade um cinema que era a diversão da população. Os filmes eram em preto-e-branco e o cinema ainda era mudo. O jeito, então, era improvisar com narrações e sonoplastias feitas ao vivo. Músicos também eram contratados para acompanhar as exibições.
No vídeo, a história começa quando, na Semana Santa, o dono do cinema resolve exibir o filme “A Paixão de Cristo”. Os músicos que normalmente acompanhavam as projeções não podem comparecer, o que obriga o dono do cinema a contratar um sanfoneiro. O músico transforma o filme, dramático, é uma comédia, ao cantar trechos de músicas populares que não combinam com a seriedade das cenas. Na subida do Calvário, por exemplo, ele canta os trechos de uma marchinha de carnaval: “Iaiá me deixa / Subir esta ladeira / Eu sou do bloco / Mas não pego na chaleira...”
A ficção é uma comédia baseada nos “causos” que o Sr. Darcio, avô de Adner, contava. Ele trabalhava como bilheteiro no cinema e afirmou ter visto essa história acontecer mesmo. Verdade ou não, o fato é que o conto, que já inspirou até marchinhas de carnaval, agora vai para o cinema e a televisão.
No vídeo, Adner interpreta seu avô. Cerca de 50 pessoas participaram das gravações, entre figurantes e personagens, todos amadores e voluntários. Uma das músicas tocadas no curta é “Tatu Que Subiu no Pau”, interpretada pelo músico Jarbas, tocador de sanfona e viola da cidade.
Foram necessários cinco dias para finalizar a captação de imagens. Durante o período, choveu muito e isso atrapalhou o andamento dos trabalhos, e algumas cenas precisaram ser regravadas. “Acho que o vídeo ficou ótimo. Eu não esperava isso, não fazia idéia de como era gravar um vídeo, a correria. Mas acho que foi muito gratificante”, afirma Adner.
Fotos: Divulgação Revelando os Brasis
No vídeo, a história começa quando, na Semana Santa, o dono do cinema resolve exibir o filme “A Paixão de Cristo”. Os músicos que normalmente acompanhavam as projeções não podem comparecer, o que obriga o dono do cinema a contratar um sanfoneiro. O músico transforma o filme, dramático, é uma comédia, ao cantar trechos de músicas populares que não combinam com a seriedade das cenas. Na subida do Calvário, por exemplo, ele canta os trechos de uma marchinha de carnaval: “Iaiá me deixa / Subir esta ladeira / Eu sou do bloco / Mas não pego na chaleira...”
A ficção é uma comédia baseada nos “causos” que o Sr. Darcio, avô de Adner, contava. Ele trabalhava como bilheteiro no cinema e afirmou ter visto essa história acontecer mesmo. Verdade ou não, o fato é que o conto, que já inspirou até marchinhas de carnaval, agora vai para o cinema e a televisão.
No vídeo, Adner interpreta seu avô. Cerca de 50 pessoas participaram das gravações, entre figurantes e personagens, todos amadores e voluntários. Uma das músicas tocadas no curta é “Tatu Que Subiu no Pau”, interpretada pelo músico Jarbas, tocador de sanfona e viola da cidade.
Foram necessários cinco dias para finalizar a captação de imagens. Durante o período, choveu muito e isso atrapalhou o andamento dos trabalhos, e algumas cenas precisaram ser regravadas. “Acho que o vídeo ficou ótimo. Eu não esperava isso, não fazia idéia de como era gravar um vídeo, a correria. Mas acho que foi muito gratificante”, afirma Adner.
Fotos: Divulgação Revelando os Brasis
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Os Faxinais: Uma História de Luta e Amor à Terra
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Tua boca fala por nós
Deve começar nos próximos dias a edição do vídeo "Ibiri: Tua Boca Fala por Nós", de Nilma Teixeira Accioli. O documentário retrata a história de seis irmãs descendentes de escravos e moradoras de Iguaba Grande (RJ). A luta por um pedaço de terra marca a trajetória das irmãs Georgina, Hermanda, Sigislete, Hilda, Maria e Luíza Conceição da Silva até hoje. Expulsas de sua casa no passado, atualmente elas vivem isoladas, marcadas por fato tão traumático. Na rua, não conversam com ninguém.
Para a produção do documentário, a falta de comunicação foi a primeira dificuldade encontrada pela diretora. As irmãs não queriam contar sua história, e diziam sempre para Nilma quando ela tentava convence-las: "Tua boca fala por nós". Depois de muitas idas e vindas, finalmente a diretora acabou convencendo as irmãs a falar, mas somente com as seguintes condições: elas não falarem sobre a expulsão de suas terras e não serem chamadas de "congas" (nome pelo qual elas são conhecidas na cidade por causa do pai, descendente de escravos do Congo). Segundo Nilma, elas ouviram falar na TV que congas são macacos, e não queriam ser comparadas a esses animais.
Foram quatro dias de gravação. O primeiro contato não foi muito amistoso. As irmãs se assustaram com os microfones e câmeras, e Nilma teve que explicar a função de cada elemento para elas se acalmarem. "Eu tive que dizer que, se afastássemos o microfone, não teríamos como ouvir as vozes delas. Aos poucos, elas foram se acostumando, e contribuíram para o sucesso das gravações".
As gravações foram realizadas, principalmente, na casa das irmãs. Os depoimentos de conhecidos e pessoas que as ajudaram foram gravados em outras locações, como o sítio onde tem a casa de Farinha, local onde elas faziam o alimento que vendiam na época. Hoje comercializam apenas ovos, acerola e urucum. Neste local, uma antiga amiga das irmãs, Dona Luiza, faz um relato sobre elas. Elas perderam o contato há algum tempo.
O vídeo conta com outros depoimentos, como o de Dona Regina, antiga vizinha das irmãs, Dona Edite, Sr. José e Sr. Clecildo. Um outro relato importante é de uma das sobrinhas das irmãs, que narra o momento em que as sete foram expulsas da fazenda onde moravam, já que elas não quiseram falar sobre o assunto.
O vídeo é um documentário e vai utilizar elementos da ficção para ilustrar cenas que aconteceram quando as irmãs eram um pouco mais novas. Vitória Cristina Toledo Nunes, de sete anos, vai representar Nilma. A menina aparecerá em uma cena que retrata o dia em que a diretora viu as irmãs pela primeira vez.
A gravação do vídeo chamou a atenção dos moradores da cidade. A injustiça que aconteceu com as irmãs no passado revolta muitas pessoas ainda hoje. "Muita gente, durante a gravação, vinha falar comigo do sofrimento daquelas mulheres, que quem tirou delas a posse de suas terras deveria pagar pelo que fez", afirma Nilma.
A trilha sonora do filme terá a música "Brasis", do Seu Jorge. O músico já autorizou a utilização da canção no vídeo. Os jovens João Gabriel e Pedro Cortês, moradores da cidade, vão interpretar a música.
Fotos: Allan Vitor de Andrade
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Ibiri: Tua Boca Fala por Nós
terça-feira, 30 de setembro de 2008
É assim que a banda toca
Rio Pomba (MG) é um município que traz em sua história muitas bandas de música que, de alguma forma, fizeram parte de acontecimentos nas vidas de muitos moradores. Revelar a importância de uma banda de música para a manutenção das tradições culturais em uma pequena cidade é a proposta do documentário “Uma Banda em Nossas Vidas”, da musicista Eliane Maria Vieira. Para isso, ela reuniu depoimentos de diversos moradores.
São esses fatos marcantes na vida dos entrevistados que ela quer destacar. Alguns lembraram o tempo em que a banda seguia o coro da igreja nas coroações de Nossa Senhora, ou o cortejo até a casa das meninas coroadeiras (as jovens que coroavam Nossa Senhora).
Há os que se lembram do tom que as músicas davam às comemorações religiosas. Se era Semana Santa, as músicas eram mais tristes. Em procissões como as de São Manoel (padroeiro da cidade), do Sagrado Coração de Jesus ou Corpus Christie, a banda tocava músicas alegres.
Teve gente que, por causa da banda, elegeu a música como profissão. É o caso do regente voluntário do coral de crianças da Escola Municipal São José, Sildo Vital Gaudereto, que é educador musical e compositor. Ele lembra que, quando criança, adorava ver a banda tocar e acompanhar as procissões ao lado dos músicos. Quando chegava em casa, ele e o irmão pegavam tampas de panelas, cones de papelão e cartolina, improvisavam os instrumentos e saiam tocando.
Para as gravações, a diretora contou com o apoio de três bandas: Sociedade Musical Santa Cecília de Rio Pomba, Filarmônica Visconde do Rio Branco (Visconde do Rio Branco - MG) e Sociedade Musical Progresso de Valença (Valença - RJ). Cada banda é composta, em média, por 25 componentes.
Para ilustrar os depoimentos dos moradores da cidade, Eliane teve a ajuda da comunidade. De acordo com a diretora, muitas pessoas se envolveram com o projeto.
São esses fatos marcantes na vida dos entrevistados que ela quer destacar. Alguns lembraram o tempo em que a banda seguia o coro da igreja nas coroações de Nossa Senhora, ou o cortejo até a casa das meninas coroadeiras (as jovens que coroavam Nossa Senhora).
Há os que se lembram do tom que as músicas davam às comemorações religiosas. Se era Semana Santa, as músicas eram mais tristes. Em procissões como as de São Manoel (padroeiro da cidade), do Sagrado Coração de Jesus ou Corpus Christie, a banda tocava músicas alegres.
Teve gente que, por causa da banda, elegeu a música como profissão. É o caso do regente voluntário do coral de crianças da Escola Municipal São José, Sildo Vital Gaudereto, que é educador musical e compositor. Ele lembra que, quando criança, adorava ver a banda tocar e acompanhar as procissões ao lado dos músicos. Quando chegava em casa, ele e o irmão pegavam tampas de panelas, cones de papelão e cartolina, improvisavam os instrumentos e saiam tocando.
Para as gravações, a diretora contou com o apoio de três bandas: Sociedade Musical Santa Cecília de Rio Pomba, Filarmônica Visconde do Rio Branco (Visconde do Rio Branco - MG) e Sociedade Musical Progresso de Valença (Valença - RJ). Cada banda é composta, em média, por 25 componentes.
Para ilustrar os depoimentos dos moradores da cidade, Eliane teve a ajuda da comunidade. De acordo com a diretora, muitas pessoas se envolveram com o projeto.
Recado de Maria de Lourdes (SP)
A diretora Maria de Lourdes Scabine Lezo, do vídeo "O Dono do Carnaval", manda e-mail para o blog com o seguinte recado:
"Gostaria de falar da importância do trabalho dos profissionais Thais Taverna (câmera) e Fernando Coster (som/edição), que atuaram na realização do meu vídeo. Eles foram fundamentais, pessoas maravilhosas e dedicadas. Tenho certeza que eles fizeram o trabalho com muito amor, e conseguiram se envolver com toda a comunidade da pequena Taiaçu. Só tenho palavras de gratidão e carinho".
Recado dado.
"Gostaria de falar da importância do trabalho dos profissionais Thais Taverna (câmera) e Fernando Coster (som/edição), que atuaram na realização do meu vídeo. Eles foram fundamentais, pessoas maravilhosas e dedicadas. Tenho certeza que eles fizeram o trabalho com muito amor, e conseguiram se envolver com toda a comunidade da pequena Taiaçu. Só tenho palavras de gratidão e carinho".
Recado dado.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Uma história através de imagens
O documentário “Photographos - Cima da Serra”, de Liane de Oliveira Castilhos, moradora de Cambará do Sul (RS), conta a história da fotografia no município em três décadas diferentes. Segundo a diretora, a cidade tem tradição em abrigar muitos fotógrafos. Seu pai, por exemplo, era um profissional nessa área; ela, que também virou fotógrafa, aprendeu com ele a gostar do ofício.
A história fará uma homenagem aos fotógrafos que contribuíram para a memória da cidade, entre eles o pai da diretora, Irineu Castilhos. Liane vai apresentar, de forma ficcional, a trajetória desses profissionais em diferentes épocas. Além do figurino, isso também será observado pelas cores. Na década de 1920, a fotos eram em preto-e-branco; na década de 1950, predomina no vídeo o tom sépia; e na década de 1970, muitas cores são utilizadas.
As gravações foram realizadas entre os dias 5 e 8 de setembro de 2008. Liane relata que uma das maiores dificuldades enfrentadas foi o frio. Todo o figurino de época teve que retornar para os armários. Os atores não conseguiram usar as roupas por causa da baixa temperatura. Na última hora, foi preciso improvisar um novo guarda-roupa.
Liane conta que a cidade se envolveu muito na produção do vídeo. “As pessoas se dedicaram tanto que falavam: ‘O nosso filme’. Eles se identificaram muito e isso trouxe um resultado muito positivo”.
Para as cenas que retratam a década de 1920, que retratam a vida do fotógrafo Orlando Esteves, 24 pessoas participaram dos trabalhos. A cena foi gravada em uma fazenda do interior da cidade. Na década de 1950, o documentário destaca o fotógrafo José Barth.
Por último, na década de 1970, a produção faz uma homenagem ao fotógrafo Irineu Castilho, em uma seqüência que começa com a chegada do fotógrafo, sua esposa e filha mais velha a Cambará do Sul. No vídeo, a irmã de Liane, Enaide Castilhos, representa a mãe das duas, Leci Castilhos. Em seguida, será mostrado o primeiro trabalho de Irineu na cidade, que foi fotografar a inauguração de um banco. Essa cena foi gravada em local aberto, e reuniu 55 figurantes. Alguns curiosos pararam o que estavam fazendo para acompanhar a gravação dessa seqüência.
A história fará uma homenagem aos fotógrafos que contribuíram para a memória da cidade, entre eles o pai da diretora, Irineu Castilhos. Liane vai apresentar, de forma ficcional, a trajetória desses profissionais em diferentes épocas. Além do figurino, isso também será observado pelas cores. Na década de 1920, a fotos eram em preto-e-branco; na década de 1950, predomina no vídeo o tom sépia; e na década de 1970, muitas cores são utilizadas.
As gravações foram realizadas entre os dias 5 e 8 de setembro de 2008. Liane relata que uma das maiores dificuldades enfrentadas foi o frio. Todo o figurino de época teve que retornar para os armários. Os atores não conseguiram usar as roupas por causa da baixa temperatura. Na última hora, foi preciso improvisar um novo guarda-roupa.
Liane conta que a cidade se envolveu muito na produção do vídeo. “As pessoas se dedicaram tanto que falavam: ‘O nosso filme’. Eles se identificaram muito e isso trouxe um resultado muito positivo”.
Para as cenas que retratam a década de 1920, que retratam a vida do fotógrafo Orlando Esteves, 24 pessoas participaram dos trabalhos. A cena foi gravada em uma fazenda do interior da cidade. Na década de 1950, o documentário destaca o fotógrafo José Barth.
Por último, na década de 1970, a produção faz uma homenagem ao fotógrafo Irineu Castilho, em uma seqüência que começa com a chegada do fotógrafo, sua esposa e filha mais velha a Cambará do Sul. No vídeo, a irmã de Liane, Enaide Castilhos, representa a mãe das duas, Leci Castilhos. Em seguida, será mostrado o primeiro trabalho de Irineu na cidade, que foi fotografar a inauguração de um banco. Essa cena foi gravada em local aberto, e reuniu 55 figurantes. Alguns curiosos pararam o que estavam fazendo para acompanhar a gravação dessa seqüência.
Uma vida dedicada à cultura
“O Baque da Zabumba Centenária Contra o Tic-Tac do Tempo”, documentário de Genaldo de Souza Barros, de Iati (PE), conta a história de Manoel Leite Sobrinho, também conhecido com Mané Rita. O vídeo já foi inteiramente gravado e editado.
Personagem querido na cidade, Mane Rita destacou-se pela dedicação ao movimento cultural das bandas de pífano na comunidade. Há cerca de 80 anos, ele criou a Banda de Pífanos Zabumba de Mané Rita.
O músico viveu até os 104 anos, tendo falecido pouco tempo antes das gravações, no dia 23 de julho de 2008. Mas, até 2007, Mané Rita ainda fazia algumas participações junto com a sua banda, tocando zabumba. Atualmente, cinco integrantes dão seqüência ao trabalho iniciado por ele: José Rita (filho de Mané Rita), 73 anos; Manoel Gonçalves, 70; Nêgo Rita, 69; Pedro Pereira, 65; e Manoel Titino, 62. Dado curioso: as pessoas costumam viver muito na cidade, que tem 17 mil habitantes. Atualmente, há cinco habitantes com mais de 100 anos. A população de idosos é grande.
O documentário vai mostrar essa história de dedicação à cultura nordestina. O vídeo apresenta a visão da família, dos músicos e de amigos do tocador. Também serão mostrados trechos de uma gravação feita no início de 2008 pelo diretor, em que o zabumbeiro toca algumas músicas com sua banda.
Genaldo pretende exibir imagens do velório e do enterro do músico. Para ilustrar a participação da banda no encerramento das novenas, foi preciso montar uma estrutura, tal qual a realizada nos meses de janeiro, quando de fato acontecem as quermesses. Cerca de 100 pessoas participaram dessa parte da gravação.
O diretor ressalta ainda o interesse do público mais jovem pelo audiovisual. Segundo ele, muitas crianças quiseram conhecer mais o processo de gravação. Um outro grupo também se interessou pela fotografia. O interesse foi tanto que ele pretende organizar oficinas de filmagem e fotografia para o público interessado.
Personagem querido na cidade, Mane Rita destacou-se pela dedicação ao movimento cultural das bandas de pífano na comunidade. Há cerca de 80 anos, ele criou a Banda de Pífanos Zabumba de Mané Rita.
O músico viveu até os 104 anos, tendo falecido pouco tempo antes das gravações, no dia 23 de julho de 2008. Mas, até 2007, Mané Rita ainda fazia algumas participações junto com a sua banda, tocando zabumba. Atualmente, cinco integrantes dão seqüência ao trabalho iniciado por ele: José Rita (filho de Mané Rita), 73 anos; Manoel Gonçalves, 70; Nêgo Rita, 69; Pedro Pereira, 65; e Manoel Titino, 62. Dado curioso: as pessoas costumam viver muito na cidade, que tem 17 mil habitantes. Atualmente, há cinco habitantes com mais de 100 anos. A população de idosos é grande.
O documentário vai mostrar essa história de dedicação à cultura nordestina. O vídeo apresenta a visão da família, dos músicos e de amigos do tocador. Também serão mostrados trechos de uma gravação feita no início de 2008 pelo diretor, em que o zabumbeiro toca algumas músicas com sua banda.
Genaldo pretende exibir imagens do velório e do enterro do músico. Para ilustrar a participação da banda no encerramento das novenas, foi preciso montar uma estrutura, tal qual a realizada nos meses de janeiro, quando de fato acontecem as quermesses. Cerca de 100 pessoas participaram dessa parte da gravação.
O diretor ressalta ainda o interesse do público mais jovem pelo audiovisual. Segundo ele, muitas crianças quiseram conhecer mais o processo de gravação. Um outro grupo também se interessou pela fotografia. O interesse foi tanto que ele pretende organizar oficinas de filmagem e fotografia para o público interessado.
O Carnaval é de Bil
Uma verdadeira folia. Foi esse o clima das gravações do vídeo “O Dono do Carnaval”, realizadas entre os dias 23 e 26 de agosto, em Taiaçu (SP). De acordo com a diretora do vídeo, Maria de Lourdes Scabine Lezo, a cidade abraçou o trabalho, e cerca de 120 pessoas participaram das filmagens, entre atores, figurantes e curiosos.
O vídeo é uma homenagem a um personagem muito querido na cidade: Waldomiro Filage, o Bil. Todos os anos, no carnaval, ele se veste de baiana e sai pelas ruas para participar da folia. Além disso, Bil é benzedor. Ele atende aos que procuram por uma bênção especial em uma capela em sua residência. Anualmente, promove a festa dos Reis Magos. Ele visita os lares de Taiaçu, com a bandeira dos três reis santos, pedindo prendas para a festa.
Para mostrar o amor de Bil pelo carnaval, a diretora criou uma história totalmente de ficção. Na trama inventada por Maria de Lourdes, o personagem se inscreve no sorteio para vestir as fantasias de baiana da escola de samba da cidade e acaba sendo um dos contemplados. Uma série de mal-entendidos leva os moradores a acreditar na morte de Bil, que, mesmo dado como morto, não deixa de fazer sua aparição triunfante no desfile.
O próprio Bil interpretou a si mesmo. Segundo a diretora, a gravação do desfile foi a mais movimentada. A avenida foi tomada por um grupo de cerca de 50 pessoas divididas em alas, a começar pela comissão de frente, porta-bandeira e mestre-sala, pessoas fantasiadas de animais, os blocos Cheropita (tradicional nos festejos da cidade) e da terceira idade, a bateria da escola e a ala das baianas. As fantasias utilizadas foram as mesmas do Carnaval 2008 de Taiaçu e Batatais (cidade a 110km de Taiaçu).
Os blocos deram um colorido especial à passarela. O Cheropita, composto por 20 moradores de Taiaçu, levou para a avenida as cores prata e preto. O da terceira idade, movimentado por dez idosos do Centro de Convivência, foi para as ruas com as cores vermelha e branca. O terceiro bloco, formado por seis moradores da comunidade, levou o estampado em preto, verde e vermelho para a passarela do samba.
O desfile foi animado pela bateria da Escola de Samba Unidos de Taiaçu, formada por 16 músicos. O grupo, mesmo sem samba enredo, deu ritmo à passagem dos blocos pelas ruas da cidade. O desfile foi gravado em uma hora e meia.
O vídeo é uma homenagem a um personagem muito querido na cidade: Waldomiro Filage, o Bil. Todos os anos, no carnaval, ele se veste de baiana e sai pelas ruas para participar da folia. Além disso, Bil é benzedor. Ele atende aos que procuram por uma bênção especial em uma capela em sua residência. Anualmente, promove a festa dos Reis Magos. Ele visita os lares de Taiaçu, com a bandeira dos três reis santos, pedindo prendas para a festa.
Para mostrar o amor de Bil pelo carnaval, a diretora criou uma história totalmente de ficção. Na trama inventada por Maria de Lourdes, o personagem se inscreve no sorteio para vestir as fantasias de baiana da escola de samba da cidade e acaba sendo um dos contemplados. Uma série de mal-entendidos leva os moradores a acreditar na morte de Bil, que, mesmo dado como morto, não deixa de fazer sua aparição triunfante no desfile.
O próprio Bil interpretou a si mesmo. Segundo a diretora, a gravação do desfile foi a mais movimentada. A avenida foi tomada por um grupo de cerca de 50 pessoas divididas em alas, a começar pela comissão de frente, porta-bandeira e mestre-sala, pessoas fantasiadas de animais, os blocos Cheropita (tradicional nos festejos da cidade) e da terceira idade, a bateria da escola e a ala das baianas. As fantasias utilizadas foram as mesmas do Carnaval 2008 de Taiaçu e Batatais (cidade a 110km de Taiaçu).
Os blocos deram um colorido especial à passarela. O Cheropita, composto por 20 moradores de Taiaçu, levou para a avenida as cores prata e preto. O da terceira idade, movimentado por dez idosos do Centro de Convivência, foi para as ruas com as cores vermelha e branca. O terceiro bloco, formado por seis moradores da comunidade, levou o estampado em preto, verde e vermelho para a passarela do samba.
O desfile foi animado pela bateria da Escola de Samba Unidos de Taiaçu, formada por 16 músicos. O grupo, mesmo sem samba enredo, deu ritmo à passagem dos blocos pelas ruas da cidade. O desfile foi gravado em uma hora e meia.




















